4 de março de 2011

Síndrome de Down mostra o respeito às diferenças

Segundo a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (APAE),de cada 650 crianças nascidas vivas,uma tem síndrome de down,o que representa de 3% a 5%da população de todo o mundo.
A Síndrome de Down não é uma doença e não passa para outras pessoas,ou seja,ninguém pega ou desenvolve depois de nascer.O pai e a mãe também não são responsáveis pelo fato de a criança nascer com a deficiência.
Alteração
Todas as pessoas tem seu corpo formado por células.Dentro de cada célula existem 46 cromossomos agrupados de dois em dois,23 duplas ou pares em cada uma,que são responsáveis pelo funcionamento do organismo e determinam nossas características,como:cor dos olhos ,altura e sexo,por exemplo.As pessoas portadoras de síndrome de down possuem um cromossomo a mais,ou seja,em vez de duplas possuem trios em todas as células.Essa alteração genética é definida no começo da gravidez.
Gradações da síndrome ao nascer
Não existem.Ou o bebê é Down ou não é.Seu desenvolvimento intelectual e motor vai depender da herança genética dos pais,do estímulo precoce e de sua aceitação na família,em casa,na escola e na sociedade.Nenhum bebê é igual ao outro,seja Down ou não.
Tratamento
Muitos precisam fazer cirurgia do coração com poucos meses de vida.Fisioterapia e Fonoaudiologia são essenciais.E cursos que valorizem a habilidade e o dom individuais de cada criança:esporte,arte,equitação.O principal é tratar o Down como uma criança normal,sem preconceito nem paternismo.
Já o atraso do desenvolvimento psicomotor é variável.Há pessoas que tem diferença de dez anos, enquanto outras tem de apenas um.O índice é influenciado por fatores como a gestação saudável,a estimulação motora e os cuidados afetivos.
Maior longitividade
Os avanços da medicina e o maior conhecimento da síndrome de Down permitem o tratamento de problemas congênitos e alongaram a expectativa de vida.Nos anos 80 ela era de 25 anos;hoje,está na faixa dos 56 anos.Cuidados médicos e psicológicos,alimentação controlada e exercícios físicos são essenciais.Conheça as complicações de quem tem a síndrome:
50% nascem com cardiopatias (má formação do coração)
Podem ser acometidos pelo mal de Alzheimer mais cedo,por volta dos 40 anos (no resto da população,a média é depois do 65)
Tem tendência ao hipotireoidismo.Devem fazer exames de sangue periódicos para controlar a dosagem de hormônio da tireóide.
Por ter imunidade reduzida,são mais suscetíveis a infecções respiratórias (pneumonias).
Existem uma programação natural do tempo de vida das células que é controlada pelos genes,a apoptose (processo de envelhecimento).Ela é mais precose nos indivíduos com Down,fazendo surgir doenças típicas de idosos,como pressão alta e cardiopatias.

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